Caminhando contra ventos e tempestades…

Caminhos que seguem, esperanças que se renovam a cada sol nascente.

sábado, 31 de maio de 2008

Poesias de Pablo Neruda.

É assim que te quero amor, assim amor, é que eu gosto de ti, tal como te vestes e como arranjas os cabelos e como a tua boca sorri, ágil como a água da fonte sobre as pedras puras, é assim que te quero, amado

Ao pão não peço que me ensine, mas antes que não me falte em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde vem nem para onde vai, apenas quero que a luz alumie, e também não peço à noite explicações, espero-o e envolve-me,
e assim tu pão e luz e sombra és.

Chegastes à minha vida
com o que trazias, feito ,de luz e pão e sombra, eu te esperava, e é assim que preciso de ti, assim que te amo, e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.

Amanhã dar-lhes-emos apenas uma folha da árvore do nosso amor, uma folha que há-de cair sobre a terra como se a tivessem produzido os nosso lábios, como um beijo caído das nossas alturas invencíveis para mostrar o fogo e a ternura de um amor verdadeiro.

 

Pablo Neruda

 

Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube que ias comigo, até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito, se uniram aos fios do meu sangue, falaram pela minha boca, floresceram comigo. 

 

Dois amantes felizes não têm fim nem morte, nascem e morrem tanta vez enquanto vivem, são eternos como é a natureza.

Não te quero senão porque te quero, e de querer-te a não te querer chego, e de esperar-te quando não te espero, passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero. Odeio-te sem fim e odiando te rogo, e a do meu amor viajante, é não te ver e amar-te, como um cego.

 

Tal vez consumirá a luz de Janeiro, seu raio cruel meu coração inteiro, roubando-me a chave do sossego, nesta história só eu me morro, e morrerei de amor porque te quero, porque te quero amor, a sangue e fogo.

 

 

Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria.

Pablo Neruda

criado por melisie    19:47:44 — Arquivado em: Poesias

Estrela…

Estrela que me nasceste quando a vista mal te alcança
nessa abóbada celeste,onde a nossa alma descansa a sua última esperança…
Estrela que me nasceste quando a vista mal te alcança!

Antes nascesses mais cedo, estrela da madrugada, e não já noite cerrada…
Que até no céu mete medo ver essa estrela isolada…
Antes nascesses mais cedo.
Estrela da madrugada!

 

 

João de Deus

criado por melisie    19:09:42 — Arquivado em: Poesias

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Como éramos felizes…

Responda uma coisa:

Você que teve sua infância durante os anos 60, 70, 80…
Como pôde sobreviver???
Afinal de contas…
1 - Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!!

2 – Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra!
E isso não era perigoso!

3 - As camas de grades e os brinquedos eram multicores e no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.


4 - Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos,detergentes ou químicos domésticos.

5 – A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotuveleiras…


6 - Bebíamos água da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas… ¨esterilizadas¨…

7.- Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham „economizado“ a sola dos sapatos, que eram usados como freios…E estavam descalços…
Alguns acidentes depois…
Todos esses problemas estavam resolvidos!


8 - Íamos brincar na rua,
com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer!

Não havia celulares…


E nossos pais não sabiam onde estávamos!
Incrível!

9 - Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.

10 - Gessos, dentes partidos, joelhos ralados…

Alguém se
queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós …

11 - Comíamos doces à vontade,

Pão com manteiga, bebidas com o

(perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade -

brincávamos sempre na rua e éramos super ativos …

12 - Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ….

13 - Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de Vídeo ,
Internet por satélite, videocassete, Dolby surround, celular com câmera
Computador Chats na Internet … Só amigos.

14 - E os nossos cachorros? Lembram?

Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum!
Banho quente? Xampú?
Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa!

Algum cachorro morreu (ou adoeceu) por causa disso??

15 - A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa,

entrávamos sem bater e íamos brincar.

16 - É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados … ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!

17 – Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a „moda“ dos „superdotados“, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!

18 - Tínhamos: Liberdade,
Fracassos, Sucessos, Deveres …e aprendíamos a lidar com cada um deles!

A única verdadeira questão é: como a gente conseguiu sobreviver??? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa
personalidade?

Você também é dessa geração? Se sim, então mande este e-mail aos seus amigos desse tempo, e também aos seus filhos e sobrinhos, para que eles saibam como era no… Nosso tempo !

Sem dúvida vão responder que era uma chatice, mas …
Como éramos felizes!!!

 

Autor: Dejan Trifunovic

criado por melisie    20:30:36 — Arquivado em: Coisas da Vida

Nos Bosques,Perdido.

Nos Bosques, Perdido

 
Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um grito ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amado.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…

 

Pablo Neruda

criado por melisie    15:27:23 — Arquivado em: Poesias

terça-feira, 27 de maio de 2008

Mãe…

Á minha mãe…nesta data que feliz conta mais uma pedra preciosa no colar de sua existência…quero lhe agradecer com amor e carinho tudo que fizeste por mim. As horas felizes que esteve ao meu lado…as horas muito tristes onde tentava confortar minha alma…e a força e coragem que me transmitiu com muito amor e dedicação ao ensinar como se comportar e vencer os obstáculos diante da vida…com nobreza e honra…perante  quaisquer situação e  que também sempre ensinou a mim…sua filha a que devemos nos amar acima de tudo…sempre e apesar de tudo…nunca nos esquecendo que nossas raízes foram firmadas em terreno sólido…e fazendo sempre por merecer  as bençãos de Deus.

Obrigada por tudo minha mãe!…

 

Melisi

criado por melisie    18:18:32 — Arquivado em: Diversas

Vida que segue…

A vida é como uma estrada…onde encontramos pessoas…flores…coisas lindas de se ver…algumas tristezas fazem parte dessa estrada…as perdas são inevitáveis certas vezes…porém vamos seguindo em frente…e logo um horizonte se insinua  á nossa frante…então olhamos para trás…e vemos que além daquela curva onde muito e tudo se viveu…foi apenas o começo da longa jornada !…

 

 

Melisi

criado por melisie    17:58:19 — Arquivado em: Reflexões
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Am I a spambot? yes definately
http://melisi.blog.terra.com.br
 
 
 
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